sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A ansiedade (dos outros)

Augusto e eu não queremos saber o sexo de nosso bebê antes do nascimento. Isso é algo que sempre tive muito forte dentro de mim e foi maravilhoso saber, quando ainda namorávamos, que ele também sempre teve essa convicção.

Isso faz com que precisemos ter:

1. Cuidados extras a cada ecografia - Já entramos na sala repetindo mil vezes "Não queremos saber o sexo do bebê, estamos interessados na saúde dele", mesmo que seja para a auxiliar que me ajuda a deitar na maca e a me preparar para a consulta. Quando chega o/a médico/a, continuamos repetindo nosso mantra E pedimos para sermos avisados quando a imagem for passar perto dos genitais, porque assim não corremos o risco de olhar e entender a imagem;

2. Paciência com a ansiedade alheia - Nossas famílias se conformaram com o ~mistério~, mas é impressionante como até desconhecidos têm uma curiosidade louca em relação ao sexo do bebê que ainda está dentro de uma barriga e como ficam com um misto de surpresa e decepção quando dizemos que optamos por só saber o sexo no parto. Em seguida vêm sempre as mesmas perguntas: "Ai, mas como fica a ansiedade?", "E para fazer o enxoval/o quartinho?", "Será que vocês aguentam MESMO ficar sem saber até o final?". Respostas: "Não somos pessoas ansiosas, todo mundo fica mais ansioso que a gente", "Existem cores além do rosa e do azul, e mesmo assim não nos opomos à ideia de usar peças cor-de-rosa em um menino ou azuis em uma menina", "Sim, aguentamos, somos teimosos".

Que fique muito claro que respeitamos profundamente quem quer saber o sexo de seu bebê já na oitava semana, por exame de sangue. Só encaramos a situação de outra maneira.

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