sábado, 21 de fevereiro de 2015

Palpiteiros divertidos

O assunto do post anterior foi o fato de não querermos saber o sexo do bebê antes do nascimento. Agora vou escrever um pouquinho sobre o que acontece depois das caras de surpresa e decepção que vemos e das perguntas padrão sobre como fazer enxoval/quartinho e segurar a "ansiedade": os palpites.

"Sua barriga está pontuda: é menino!"
"Seus pés estão inchados: é menina!"
"Odiava pimenta e começou a comer depois que engravidou? É menino!"
"Teve vontade de comer goiaba? É menina!"
"Você está com cara de mãe de menino!"
"Você está com cara de mãe de menina!"
"Sua pele está mais bonita: é menino!"
"Você teve muitos enjoos no começo: é menina!"
"Vontade de comer conservas (pepino, cebola etc.)? É menino!"
"Vontade de comer sorvete? É menina!"

Tudo que sabemos é que será um bebê, e que será amado/a independentemente do sexo no nascimento e do gênero ao longo da vida. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A ansiedade (dos outros)

Augusto e eu não queremos saber o sexo de nosso bebê antes do nascimento. Isso é algo que sempre tive muito forte dentro de mim e foi maravilhoso saber, quando ainda namorávamos, que ele também sempre teve essa convicção.

Isso faz com que precisemos ter:

1. Cuidados extras a cada ecografia - Já entramos na sala repetindo mil vezes "Não queremos saber o sexo do bebê, estamos interessados na saúde dele", mesmo que seja para a auxiliar que me ajuda a deitar na maca e a me preparar para a consulta. Quando chega o/a médico/a, continuamos repetindo nosso mantra E pedimos para sermos avisados quando a imagem for passar perto dos genitais, porque assim não corremos o risco de olhar e entender a imagem;

2. Paciência com a ansiedade alheia - Nossas famílias se conformaram com o ~mistério~, mas é impressionante como até desconhecidos têm uma curiosidade louca em relação ao sexo do bebê que ainda está dentro de uma barriga e como ficam com um misto de surpresa e decepção quando dizemos que optamos por só saber o sexo no parto. Em seguida vêm sempre as mesmas perguntas: "Ai, mas como fica a ansiedade?", "E para fazer o enxoval/o quartinho?", "Será que vocês aguentam MESMO ficar sem saber até o final?". Respostas: "Não somos pessoas ansiosas, todo mundo fica mais ansioso que a gente", "Existem cores além do rosa e do azul, e mesmo assim não nos opomos à ideia de usar peças cor-de-rosa em um menino ou azuis em uma menina", "Sim, aguentamos, somos teimosos".

Que fique muito claro que respeitamos profundamente quem quer saber o sexo de seu bebê já na oitava semana, por exame de sangue. Só encaramos a situação de outra maneira.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

E lá vaaaamos nós!

A postagem mais recente deste blog está idosa - 9 de outubro de 2012. Faltava um dia para completar um mês que eu havia me mudado de São Paulo para Porto Alegre. Hoje, moro na capital gaúcha há dois anos e cinco meses (e uns diazinhos).

Nesse meio-tempo, estudei decoração (estou prestes a me formar), embora continue trabalhando como jornalista, estou com um sotaque híbrido, fiquei loira e engravidei - estamos de quatro meses e meio de gestação.

Já domino as ruas para andar a pé e o trânsito para me deslocar de carro. Já tenho meus locais favoritos na cidade. Fiz algumas maravilhosas amizades. Uma delas foi quem me disse que sou "paulúcha", uma mistura de paulista com gaúcha. Achei fofo e coloquei no nome do blog.

Pretendo retomar as postagens, contando um pouco do dia a dia. Tenho tido muitas ideias de postagens e não quero desperdiça-las no Facebook, onde tudo que escrevemos é muito efêmero e some na linha do tempo rapidinho. Que desta vez eu não abandone o barco de novo. Lá vamos nós!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Por causa da banana caturra

Minha mami sempre me falou que, quando ela morou em Porto Alegre, precisou se adaptar aos regionalismos no que diz respeito à alimentação. Eu sempre achei que era coisa pouca: falo inglês fluentemente, tiro de letra umas diferencinhas dentro da língua portuguesa.

HAHAHAHAHAHAHAHA para mim.

Até agora não sei o que é chão de dentro e chão de fora. Como o Augusto é quem cuida da parte de carnes da casa, deixo por conta dele.

No universo das laranjas, ainda tenho uma ou outra dificuldade. Tem a laranja do céu (=laranja lima) e a laranja de umbigo (=laranja Bahia). Bergamota era o mais simples, sempre soube que é mexerica.

E as bananas? Acabo de descobrir que banana caturra é banana nanica. Precisei procurar no Google. Tem umas outras nos mercados, ainda estou longe de ser fluente nelas. Ainda bem que minha preferida, a prata, aqui é prata também.

Uma fofura é chamarem qualquer doce de leite de Mumu, por causa da marca. Tipo chamar lâmina de barbear de Gillette, sabem? Metonímia, para quem, assim como eu, não esqueceu das aulas de português da escola.

Tem muito mais. Vim aqui escrever por causa da banana caturra mesmo. À medida que eu for lembrando, listo outras.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Tudo novo. De novo.

Onde você for, eu irei; e onde morar, eu também morarei. O seu povo será o meu povo, e o seu Deus será o meu Deus. (Rute: 1,16)
 
Há exatamente um mês me casei. Quer dizer, há exatamente um mês foi a nossa bênção matrimonial religiosa, porque o casamento mesmo, o que vale, aquele no papel passado, acontecera uns dias antes de eu me vestir de noiva. Mas é tradição comemorar o aniversário de casamento na data em que dissemos "sim" na igreja, né, então hoje completo um mês de casada.

A citação do começo da postagem foi o lema de nossa bênção. Na Igreja Luterana que frequentamos em São Paulo, todo casamento tem um lema que segue o casal para o resto da vida. O nosso foi sugestão do pastor, por causa da nossa história, e adoramos tanto que adotamos.

É que escolhemos morar em Porto Alegre. Sou paulistana da gema, da clara e da casca, o Augusto é gaúcho-tchê, e precisávamos optar por um lugar para vivermos juntos. A ponte-aérea SP-PoA dava certo nos tempos de namoro e de noivado, mas para uma vida de casados precisaríamos estar na mesma cidade. Porto Alegre ganhou da minha São Paulo pela qualidade de vida, claro. E vim com as malas, porque a cuia do chimarrão é a dele. :-)

Sinto saudades sem tamanho da minha mami, do meu irmão, da minha sobrinha. De toda maneira, não é difícil a adaptação aqui. Tenho para mim que quem se vira em São Paulo - e eu fui criada para me virar por lá, já que sou nativa - se vira em qualquer cidade do mundo. Porto Alegre é uma São Paulo menor e melhor. Todos os serviços à disposição, ar mais respirável, trânsito infinitamente mais tranquilo, custo de vida mais sensato, pessoas menos estressadas, mais gentis e simples de coração em todos os lugares. Agora preciso começar a trabalhar para tudo se encaixar, e espero que isso seja o mais rápido possível.

O mais importante, de toda maneira, eu tenho: amor, muito amor. S2

Vou procurar retomar este blogue, tão abandonadinho ultimamente, e contar minhas peripécias em terras gaúchas, minhas impressões sobre as diferenças entre SP e PoA, coisinhas do dia a dia, tudo isso. Acho que será como a vida: tudo meio diferente, ainda que tudo meio igual. E, de preferência, tudo bem legal!