terça-feira, 9 de outubro de 2012

Por causa da banana caturra

Minha mami sempre me falou que, quando ela morou em Porto Alegre, precisou se adaptar aos regionalismos no que diz respeito à alimentação. Eu sempre achei que era coisa pouca: falo inglês fluentemente, tiro de letra umas diferencinhas dentro da língua portuguesa.

HAHAHAHAHAHAHAHA para mim.

Até agora não sei o que é chão de dentro e chão de fora. Como o Augusto é quem cuida da parte de carnes da casa, deixo por conta dele.

No universo das laranjas, ainda tenho uma ou outra dificuldade. Tem a laranja do céu (=laranja lima) e a laranja de umbigo (=laranja Bahia). Bergamota era o mais simples, sempre soube que é mexerica.

E as bananas? Acabo de descobrir que banana caturra é banana nanica. Precisei procurar no Google. Tem umas outras nos mercados, ainda estou longe de ser fluente nelas. Ainda bem que minha preferida, a prata, aqui é prata também.

Uma fofura é chamarem qualquer doce de leite de Mumu, por causa da marca. Tipo chamar lâmina de barbear de Gillette, sabem? Metonímia, para quem, assim como eu, não esqueceu das aulas de português da escola.

Tem muito mais. Vim aqui escrever por causa da banana caturra mesmo. À medida que eu for lembrando, listo outras.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Tudo novo. De novo.

Onde você for, eu irei; e onde morar, eu também morarei. O seu povo será o meu povo, e o seu Deus será o meu Deus. (Rute: 1,16)
 
Há exatamente um mês me casei. Quer dizer, há exatamente um mês foi a nossa bênção matrimonial religiosa, porque o casamento mesmo, o que vale, aquele no papel passado, acontecera uns dias antes de eu me vestir de noiva. Mas é tradição comemorar o aniversário de casamento na data em que dissemos "sim" na igreja, né, então hoje completo um mês de casada.

A citação do começo da postagem foi o lema de nossa bênção. Na Igreja Luterana que frequentamos em São Paulo, todo casamento tem um lema que segue o casal para o resto da vida. O nosso foi sugestão do pastor, por causa da nossa história, e adoramos tanto que adotamos.

É que escolhemos morar em Porto Alegre. Sou paulistana da gema, da clara e da casca, o Augusto é gaúcho-tchê, e precisávamos optar por um lugar para vivermos juntos. A ponte-aérea SP-PoA dava certo nos tempos de namoro e de noivado, mas para uma vida de casados precisaríamos estar na mesma cidade. Porto Alegre ganhou da minha São Paulo pela qualidade de vida, claro. E vim com as malas, porque a cuia do chimarrão é a dele. :-)

Sinto saudades sem tamanho da minha mami, do meu irmão, da minha sobrinha. De toda maneira, não é difícil a adaptação aqui. Tenho para mim que quem se vira em São Paulo - e eu fui criada para me virar por lá, já que sou nativa - se vira em qualquer cidade do mundo. Porto Alegre é uma São Paulo menor e melhor. Todos os serviços à disposição, ar mais respirável, trânsito infinitamente mais tranquilo, custo de vida mais sensato, pessoas menos estressadas, mais gentis e simples de coração em todos os lugares. Agora preciso começar a trabalhar para tudo se encaixar, e espero que isso seja o mais rápido possível.

O mais importante, de toda maneira, eu tenho: amor, muito amor. S2

Vou procurar retomar este blogue, tão abandonadinho ultimamente, e contar minhas peripécias em terras gaúchas, minhas impressões sobre as diferenças entre SP e PoA, coisinhas do dia a dia, tudo isso. Acho que será como a vida: tudo meio diferente, ainda que tudo meio igual. E, de preferência, tudo bem legal!